Sep 02 2008
Campanha contra Osteoporose
A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT e a Confederação das Entidades Brasileiras de Osteoporose e Osteometabolismo acabam de se aliar ao Ministério da Saúde para uma campanha nacional de prevenção à osteoporose. A doença afeta 10 milhões de brasileiros e tende a crescer de incidência nos próximos anos.
O objetivo é aumentar a realização do exame de densitometria óssea, disponível em todo o Brasil, mas pouco procurado, e acabar com alguns mitos que cercam a doença. “Um dos mitos é que o homem não tem osteoporose e outro é que a mulher de raça negra não está sujeita ao problema”, conta o coordenador da campanha, Henrique Mota, que tem entre seus clientes com osteoporose, em Fortaleza, 30% de mulheres negras e pardas.
O médico conta que a osteoporose costuma aparecer mais cedo na mulher, por causa da menopausa, mas que, após completar 60 anos, o homem também está sujeito à moléstia. “Nossa preocupação com o homem é grande, porque como ele acredita que é imune, não faz os exames, os próprios médicos por vezes não o pedem e muitas vezes a osteoporose só é diagnosticada em estágio avançado”, diz ele.
A campanha, que vai ser desencadeada em rádios, TVs, anúncios nos jornais e palestras educativas nos colégios e também para os médicos, vai enfatizar a prevenção. “Caminhadas diárias, banho de sol no começo da manhã e no final da tarde e exercícios na academia são uma forma de evitar a doença”, ensina Henrique Mota.
Quando a idade aumenta, é preciso fazer o exame, rápido, indolor e necessário anualmente a partir dos 50 anos para a mulher e dos 60 para o homem. “Se a densitometria mostrar alteração, é fácil e barato controlar a doença”, insiste o médico. A recomendação é alimentação com mais cálcio ou tomar comprimidos, dependendo do nível, que podem ser associados com a vitamina D.
“Mesmo se a osteoporose evoluiu e houve a temida fratura do colo do fêmur, a Medicina moderna tem muitos recursos”, garante o especialista. O importante é operar rapidamente, colocar uma prótese, se for o caso, e não deixar o paciente longo tempo na cama. “A recomendação é que volte a andar poucos dias depois da operação, com andador, se for o caso, mas o segredo para recuperar qualidade de vida é evitar o sedentarismo, andar é preciso”, explica o médico. Para Henrique Mota, embora a campanha conjunta com o Ministério da Saúde vá enfocar o tratamento da osteoporose, a grande preocupação é a prevenção. “Se conseguirmos levar à população a preocupação com a osteoporose e as medidas para que a doença não se instale, certamente vamos evitar que no futuro milhões de brasileiros sejam atingidos por uma doença tão fácil de prevenir e tão custosa de curar.”
Esta semana o Governo Municipal aqui de Taboão da Serra, está com esta campanha e o atendimento será feito no Centro de Referência da Saúde da Mulher
R. Joaquim Faustino de Moraes, 140, Jd. São Paulo
Taboão da Serra - São Paulo - SP
Fones: (11) 4137-9642 / 2368
Fonte: Hospitalar



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