Nov 14 2008
Adoção, o amor em atitude!

Começarei contando um pouco sobre minha vida: José Moura, um baiano de 35 anos, casado e pai de duas lindas garotinhas, hoje as coisas estão bem melhores, costumo dizer que sou um privilegiado por está onde estou, mas minha vida não é e nunca foi um mar de rosas, você irá entender o que estou falando.
Filho de uma mulher brasileira, guerreira (nunca participou de nenhuma guerra militar) graças a Deus, mamãe ficou só na Bahia com 6 filhos pra criar (o marido, meu pai, claro, veio pra sampa pra trabalhar na construção civil), minha mamãe se viu obrigada a trabalhar em casa de Sisal (tecendo cordas), para nos sustentar.
A situação foi tão crítica que mamãe teve que morar em baixo de uma árvore. Deste ponto em diante caros leitores vocês verão que o que estou falando está totalmente dentro do contexto do tema da blogagem coletiva, Adoção, um ato de nobreza! iniciada por Georgia e Dácio Jaegger que por sua vez criaram o blog Blogagem centralizando as postagem sobre o tema e com a pretensão de ajudar a renovar a esperança em lares e instituições que cuidam de crianças e adolescentes, e para um maior e melhor conhecimento sobre adoção.
Na época minha mamãe teve que dar (adoção temporária) e informal, claro. Em 1975+- fui dado à minha tia Zelita (irmã de minha mamãe) e morei com ela pelo menos uns 4 anos, meus outros 5 irmãos, 3 foram para minha avó e dois ficaram com mamãe, dou graças a Deus porque minha tia que me criou por 4 bons anos me amava e ainda ama muito. Na verdade não sei dizer se esta ação entra na “Adoção à Brasileira”, uma coisa eu sei, foi um ato de desespero de minha mamãe e um ato de amor de atitude de minha tia que me criou por este curto período de tempo, e a coisa foi feita de palavra coisa que na época valia muito mais do que qualquer documento assinado e autenticado em cartório, uma época onde havia respeito, amor e confiança coisa escassa no mundo pós-moderno.
Em alguns blogs temos lido sobre a blogagem, em todos vemos questionamentos do tipo os Franceses e Italianos têm mais amor, ou nobreza? Não acredito que seja assim, o problema é que nós brasileiros temos visto como são as leis e suas execuções e sabemos que infelizmente o processo é por demasiado moroso e quando alguém entra no processo de adoção, entra numa longa jornada tendo que passar por entrevistas com Assitente Social e tudo mais para entender todo o processo (os trâmites legais e jurídicos), logo se a pessoa não estiver bem preparada psicologicamente acaba por desistir do processo, porque é complicado ver que alguns casos demoram demais onde a pessoa interessada na adoção de uma criança com 2 anos acaba por adotar esta já com 4 anos ou mais, mais isto ocorrendo é dos males o menor, porque infelizmente têm crianças (adolescentes) esperando por uma família a muito mais tempo.
Cabe reforçar que não se pode confundir o legal com o jurídico e para coibir a prática da adoção à brasileira, a Justiça exige dos cartórios que não procedam a escrituração de novos registros de crianças, sem que seja apresentada pelos pais a autorização da Justiça.
Outra medida foi a tomada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançando a campanha Mude um Destino. Na primeira etapa da campanha, iniciada em 2007, o objetivo era chamar a atenção da sociedade para as condições de vida, das cerca de 80 mil crianças e adolescentes que vivem em abrigos no País. A segunda etapa também já iniciada em vários Estados do país, tem como objetivo o de mostrar à população que o processo de adoção não é tão burocrático e que é fundamental o caminho judicial para a segurança dos pais e das crianças adotadas.
Toda parte em itálico eu peguei da amiga Luma do Luz de Luma, vale a pena conferir este belo blog que visito quase que diariamente.
Agora para finalizar deixo um texto das Escrituras Sagradas, a bíblia.
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”1 João 3.18



Blog Action Day 2008 - Poverty. Hoje (15/10) a blogosfera está unida com um só propósito, a discussão sobre este polêmico tema: A Probreza, que aflige muitos milhares de pessoas, seres humanos, nosso iguais. Há um tempo atrás (não muito distante) eu também fazia parte dos que são classificados como abaixo da linha da pobreza, não tínhamos o que comer, lembro-me que pelo menos por uns 8 meses tínhamos apenas uma refeição ao dia até meu pai (em memória) ter um emprego razoável para nos sustentar.




















































